terça-feira, 2 de agosto de 2011

Especial Queens of The Stone Age

É com muito orgulho que venho tentar dar a minha pequena contribuição para o fenômeno que é a banda Queens of The Stone Age. Venho descrever a transformação de algo que deixou de ser um simples ‘não custa escutar’ para um caso de amor platônico.
Penso que não há dia melhor para falar sobre o que há alguns anos se tornou minha banda preferida; Um dia nublado, daquele que temos a sensação de que não deveríamos ter nos levantado da cama, aquele tipo de dia que gera mau humor em qualquer um e olhares sarcásticos para todo lado. É esse tipo de dia, tão esperado, que me faz entender o que se passa pelo pensamento de Josh Homme ao compor letras que permitem que nos identifiquemos automaticamente. É do tipo que escutamos de modo tão viciante, a ponto de procurar novidades, mas sempre retornando ao ponto inicial.
Portanto, vou tentar ilustrar de um modo simples os álbuns lançados até agora, e o que os faz tão especiais a meu ver. Sem sombra de dúvida, recomendo a qualquer pessoa que já tenha tido algum contato com a banda. E continua assim como uma frase que li uma vez, ‘Once you go QOTSA, you never go back’


Queens of The Stone Age (22 de setembro, 1998)
Lançado originalmente em 22 de setembro de 1998 foi financiado inteiramente pela banda, sendo lançado pela gravadora Loosegroove. O álbum foi aclamado pela crítica e foi o impulso inicial da carreira da QOTSA.
Gosto do álbum pois mostra a versão mais crua das músicas, permitindo ver a completa evolução nas melodias desde esta época. Vou aproveitar para recomendar quais ouvir, as que considero minhas preferidas, obviamente.

02 Avon
03 If Only
04 Walkin’ on The Sidewalks
05 You Would Know
06 How to Handle a Rope


Rated R (06 de junho, 2000)
RESTRICTED TO EVERYONE, EVERYWHERE, ALL THE TIME", é o que indica a capa do segundo álbum de estúdio da banda. Lançado ao início do novo século, cita na maioria de suas músicas tipos de drogas e como em I Think I Lost my Headache’ descreve uma sensação de paranóia, como segundo o próprio Josh Homme cita: ‘Paranoia... when you think something strange is going on, and everyone around you is so adamant about telling you it's fine... but then you start thinking 'Wouldn't that be exactly what you'd say if you didn't want me to know, and there is something going on?'

04 Auto Pilot
07 Quick And To The Pointless
08 In The Fade
12 I Think I Lost My Headache


Songs For The Deaf (27 de agosto, 2002)
O album intitulado Songs For the Deaf foi o que entalhou definitivamente o nome da banda como ‘salvadores do rock’. É um dos principais e contém um dos principais hits da banda, a música No One Knows. Apresenta uma sonoridade um pouco mais pesada e agressiva, se comparando com os álbuns anteriores.
Nesta mesma época ocorre a participação de Dave Grohl (atual líder do Foo Fighters), para posteriormente dar lugar a Joey Castillo nas baterias.

01 You Think I Ain't Worth A Dollar But I Feel Like A Millionaire
02 No One Knows
03 First It Giveth
05 The Sky is Fallin'
06 Six Shooter
08 Go With The Flow
09 Gonna Leave You
11 God is In The Radio
12 Another Love Song


Lullabies to Paralyze (21 de março, 2005)
Evoluindo na mesma agressividade do álbum anterior, Lullabies to Paralyze surge com uma proposta um pouco mais sombria. Apresenta rifs rápidos, com letras densas e sombrias. Vendendo mais de 340 mil cópias, é considerado i álbum mais vendido da história da banda.
Curiosamente o álbum é ‘ligado’ ao seu antecessor por um trecho da música ‘Mosquito Song’ onde podemos ouvir ‘Where will you run?Where will you hide? lullabies to paralyze’.

02 Medication
03 Everybody Knows That You Are Insane
04 Tangled Up In Plaid
06 In My Head
07 Little Sister
12 Broken Box
14 Long Slow Goodbye


Era Vulgaris (8 de junho, 2007)
O último album da banda surge com uma sonoridade chamada de “rock industrial”; Uma mistura completa com diversas influências variando desde um rock mais pesado e guitarras cruas, com gêneros que lembram algo semelhante a blues.
Acompanhado do álbum, surge um apelo escrito a mão pelo próprio Josh Homme, pedindo um retorno, que os ouvintes dividam e divulguem-o a quem apreciará, “Carregue-a e borrife-a como grafiti nos websites de lugares da qual ela não pertence.”

01 Turning On The Screw
02 Sick Sick Sick
03 I'm Designer
04 Into The Hollow
06 Battery Acid
07 Make It Wit Chu
08 3’s & 7’s
12 Run Pig Run

Conhecemos aínda, 2 albuns feitos ‘não-oficialmente’, o ‘Qotsa & Beaver Split CD’, onde se destaca a música ‘the bronze’; e o “B-sides and rarities” que apresenta alguns EP’s e covers de outras bandas.
Por fim, aos interessados, recomendo projetos semelhantes de Josh Homme e seus colegas, bandas de sonoridade semelhante ou similares: Them Crooked Vultures, Desert Sessions, Mondo Generator.




Pedro Silva


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Review: Black Swan/Cisne Negro ( 3 de Dezembro, 2010)

       Há tempo já venho pensando o que escrever sobre o Cisne Negro. Não há dúvidas de que é um excelente filme, e realmente digno de um Oscar de melhor atriz para Natalie Portman.
        Dirigido por Darren Aronofsky, diretor de outros títulos conhecidos, como “Requiem For a Dream”, “The Wrestler” entre outros. 
       A história se desenrola ao redor do sonho de Nina Sayers (Natalie Portman) de se tornar a melhor da companhia nova-iorquina de balé a qual pertence. Ao decorrer do enredo, Nina acaba sendo selecionada para interpretar o personagem principal em O Lago dos Cisnes, papel que poderá alavancar de vez sua carreira, substituindo assim Beth Macintyre (Winona Rider), prima bailarina até o momento. 
      O papel torna-se muito complicado para Nina, pois requer extrema flexibilidade e controle psicológico da bailarina ao interpretar. Isto pelo fato de ter que incorporar tanto o cisne branco quanto o cisne negro, personagens de personalidades totalmente divergentes; onde o branco representa o perfeccionismo e o negro representa um lado mais sedutor, mais espontâneo. 
       Após isto, Portman, que treina dia e noite incansavelmente, se sente pressionada pelo diretor artístico da academia (Vincent Cassel) que aparenta cogitar a possibilidade de troca-lá por uma nova e sedutora bailarina, conhecida como Lily (Mila Kunis). 
       Natalie se vê em um beco sem saída, onde sua obsessão pelo perfeito a faz perder a sanidade, de modo que confunde-se o real com o imaginário, levando a uma trama completamente paranóica. 
       Agora você me pergunta, caro leitor, por qual motivo exatamente eu iria querer assistir um filme sobre balé clássico? Eu respondo. O filme é do tipo que te prende do começo ao fim, uma história envolvente, mostrando um genuíno exemplar do gênero suspense psicológico. Ao decorrer do filme realmente nos sentimos no lugar da personagem que aos poucos vai enlouquecendo com a sua degradação mental. 
      Nina, apesar do total descontrole emocional, não desiste do papel; Sua perda de sanidade fortalece ainda mais sua vontade de interpretar, o que a torna, aos poucos, o verdadeiro cisne negro, personagem inescrupuloso o qual tanto desejava atingir. Tudo isso torna Cisne Negro um excelente filme, seja pela interpretação impecável da atriz principal, ou até mesmo os sons de “penas” encaixados no enredo de modo a confundir ainda mais a mente dos espectadores. Finalizo com a frase da personagem que basicamente resume a idéia do filme: "A única coisa que está em seu caminho para a perfeição, é você mesma."


Pedro Silva

terça-feira, 10 de maio de 2011

Review: Foo Fighters - Wasting Light (12 de Abril, 2011)

       Lançado em 12 de abril de 2011, o 7º album do Foo Fighters, sem dúvida alguma, surge com grandes novidades para os fãs em todo o mundo. A muito tempo a banda tem seguido um som "genérico" em seus albuns, porém esse ano decidiram voltar a suas origens, percebendo assim o real motivo por qual tocam e continuam tocando todos esses anos.
      Após esta 'pausa', a qual os integrantes alegam ter sido necessária, retornam em uma nova turnê apresentando o que muitos podem chamar de uma obra prima. Gravado inteiramente na garagem do vocalista Dave Grohl, Wasting Light é um album que merece ser escutado, do tipo que sentimos vontade de repetir denovo e denovo.
        Logo de cara ouvimos "Bridge Burning", uma das músicas que parece ter sido encaixada perfeitamente como abertura de um album de rock. "Rope" é um hit estantâneo, considerada por muitos a melhor música do album inteiro, brincando com as palavras rope/hope nos permitindo uma interpretação de "give me some hope/rope i'm coming loose" de um modo curioso.
        Em "White Limo" podemos perceber claramente influências do grunge de Nirvana, e uma grande semelhança no estilo musical, de um modo com guitarras mais rápidas e riffs marcantes, um som mais crú e agressivo.
        A sétima e oitava canção, denominadas "Back & Forth" e "A Matter of time" seguem a mesma linha, porém com uma batida um pouco mais leve e otimista.
        "Walk" apresenta o lado mais romântico da banda, assim como "I Should Have Know", que segundo o próprio Dave, é relacionada ao suicídio de seu antigo colega de banda, Curt Kobain.
        A gravação do album foi produzida por Butch Vig, que já havia trabalhando também nos anos 90 em Nevermind, nos mostrando assim de onde vem as tantas semelhanças com a antiga banda de Grohl, Nirvana.
        Sem dúvida alguma este é um dos albuns mais semelhantes ao primeiro, de 1995, algo completamente original, porém com mais maturidade e competência. É indispensável no curriculo de qualquer fã de foo fighters ou até mesmo do bom e velho rock n' roll.


Pedro Silva