sexta-feira, 13 de maio de 2011

Review: Black Swan/Cisne Negro ( 3 de Dezembro, 2010)

       Há tempo já venho pensando o que escrever sobre o Cisne Negro. Não há dúvidas de que é um excelente filme, e realmente digno de um Oscar de melhor atriz para Natalie Portman.
        Dirigido por Darren Aronofsky, diretor de outros títulos conhecidos, como “Requiem For a Dream”, “The Wrestler” entre outros. 
       A história se desenrola ao redor do sonho de Nina Sayers (Natalie Portman) de se tornar a melhor da companhia nova-iorquina de balé a qual pertence. Ao decorrer do enredo, Nina acaba sendo selecionada para interpretar o personagem principal em O Lago dos Cisnes, papel que poderá alavancar de vez sua carreira, substituindo assim Beth Macintyre (Winona Rider), prima bailarina até o momento. 
      O papel torna-se muito complicado para Nina, pois requer extrema flexibilidade e controle psicológico da bailarina ao interpretar. Isto pelo fato de ter que incorporar tanto o cisne branco quanto o cisne negro, personagens de personalidades totalmente divergentes; onde o branco representa o perfeccionismo e o negro representa um lado mais sedutor, mais espontâneo. 
       Após isto, Portman, que treina dia e noite incansavelmente, se sente pressionada pelo diretor artístico da academia (Vincent Cassel) que aparenta cogitar a possibilidade de troca-lá por uma nova e sedutora bailarina, conhecida como Lily (Mila Kunis). 
       Natalie se vê em um beco sem saída, onde sua obsessão pelo perfeito a faz perder a sanidade, de modo que confunde-se o real com o imaginário, levando a uma trama completamente paranóica. 
       Agora você me pergunta, caro leitor, por qual motivo exatamente eu iria querer assistir um filme sobre balé clássico? Eu respondo. O filme é do tipo que te prende do começo ao fim, uma história envolvente, mostrando um genuíno exemplar do gênero suspense psicológico. Ao decorrer do filme realmente nos sentimos no lugar da personagem que aos poucos vai enlouquecendo com a sua degradação mental. 
      Nina, apesar do total descontrole emocional, não desiste do papel; Sua perda de sanidade fortalece ainda mais sua vontade de interpretar, o que a torna, aos poucos, o verdadeiro cisne negro, personagem inescrupuloso o qual tanto desejava atingir. Tudo isso torna Cisne Negro um excelente filme, seja pela interpretação impecável da atriz principal, ou até mesmo os sons de “penas” encaixados no enredo de modo a confundir ainda mais a mente dos espectadores. Finalizo com a frase da personagem que basicamente resume a idéia do filme: "A única coisa que está em seu caminho para a perfeição, é você mesma."


Pedro Silva

terça-feira, 10 de maio de 2011

Review: Foo Fighters - Wasting Light (12 de Abril, 2011)

       Lançado em 12 de abril de 2011, o 7º album do Foo Fighters, sem dúvida alguma, surge com grandes novidades para os fãs em todo o mundo. A muito tempo a banda tem seguido um som "genérico" em seus albuns, porém esse ano decidiram voltar a suas origens, percebendo assim o real motivo por qual tocam e continuam tocando todos esses anos.
      Após esta 'pausa', a qual os integrantes alegam ter sido necessária, retornam em uma nova turnê apresentando o que muitos podem chamar de uma obra prima. Gravado inteiramente na garagem do vocalista Dave Grohl, Wasting Light é um album que merece ser escutado, do tipo que sentimos vontade de repetir denovo e denovo.
        Logo de cara ouvimos "Bridge Burning", uma das músicas que parece ter sido encaixada perfeitamente como abertura de um album de rock. "Rope" é um hit estantâneo, considerada por muitos a melhor música do album inteiro, brincando com as palavras rope/hope nos permitindo uma interpretação de "give me some hope/rope i'm coming loose" de um modo curioso.
        Em "White Limo" podemos perceber claramente influências do grunge de Nirvana, e uma grande semelhança no estilo musical, de um modo com guitarras mais rápidas e riffs marcantes, um som mais crú e agressivo.
        A sétima e oitava canção, denominadas "Back & Forth" e "A Matter of time" seguem a mesma linha, porém com uma batida um pouco mais leve e otimista.
        "Walk" apresenta o lado mais romântico da banda, assim como "I Should Have Know", que segundo o próprio Dave, é relacionada ao suicídio de seu antigo colega de banda, Curt Kobain.
        A gravação do album foi produzida por Butch Vig, que já havia trabalhando também nos anos 90 em Nevermind, nos mostrando assim de onde vem as tantas semelhanças com a antiga banda de Grohl, Nirvana.
        Sem dúvida alguma este é um dos albuns mais semelhantes ao primeiro, de 1995, algo completamente original, porém com mais maturidade e competência. É indispensável no curriculo de qualquer fã de foo fighters ou até mesmo do bom e velho rock n' roll.


Pedro Silva