Lançado em 12 de abril de 2011, o 7º album do Foo Fighters, sem dúvida alguma, surge com grandes novidades para os fãs em todo o mundo. A muito tempo a banda tem seguido um som "genérico" em seus albuns, porém esse ano decidiram voltar a suas origens, percebendo assim o real motivo por qual tocam e continuam tocando todos esses anos.
Após esta 'pausa', a qual os integrantes alegam ter sido necessária, retornam em uma nova turnê apresentando o que muitos podem chamar de uma obra prima. Gravado inteiramente na garagem do vocalista Dave Grohl, Wasting Light é um album que merece ser escutado, do tipo que sentimos vontade de repetir denovo e denovo.
Logo de cara ouvimos "Bridge Burning", uma das músicas que parece ter sido encaixada perfeitamente como abertura de um album de rock. "Rope" é um hit estantâneo, considerada por muitos a melhor música do album inteiro, brincando com as palavras rope/hope nos permitindo uma interpretação de "give me some hope/rope i'm coming loose" de um modo curioso.
Em "White Limo" podemos perceber claramente influências do grunge de Nirvana, e uma grande semelhança no estilo musical, de um modo com guitarras mais rápidas e riffs marcantes, um som mais crú e agressivo.
A sétima e oitava canção, denominadas "Back & Forth" e "A Matter of time" seguem a mesma linha, porém com uma batida um pouco mais leve e otimista.
"Walk" apresenta o lado mais romântico da banda, assim como "I Should Have Know", que segundo o próprio Dave, é relacionada ao suicídio de seu antigo colega de banda, Curt Kobain.
A gravação do album foi produzida por Butch Vig, que já havia trabalhando também nos anos 90 em Nevermind, nos mostrando assim de onde vem as tantas semelhanças com a antiga banda de Grohl, Nirvana.
Sem dúvida alguma este é um dos albuns mais semelhantes ao primeiro, de 1995, algo completamente original, porém com mais maturidade e competência. É indispensável no curriculo de qualquer fã de foo fighters ou até mesmo do bom e velho rock n' roll.
Pedro Silva

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